Trilhas e Volta na Ilha Grande em 12 dias – dez/15

12 dias, 45 praias, 70 km de trilhas e várias sensações que só quem escolhe acampar recebe como recompensa. Essa foi a nossa Volta na Ilha Grande, Angra-RJ, em dez/15 e jan/16.  Leia com calma, entre na viagem e aproveite a trilha sonora.

Sons e textos a 8 mãos e muitas ideias: Rodrigo, Paloma, Gabriele e Mariano. 

barca ilha grande

1° dia: SP – ABRAÃO – PALMAS

São 5 horas de viagem, via Barra Mansa, com sua estradinha sinuosa e que premia a chegada com a vista da baia de Angra dos Reis.

Escolhemos o estacionamento 2 Irmãos a R$ 30/dia e a barca oficial de 1h30 a R$ 14. Dependendo do dia e calor, prepare-se para o ar abafado da barca. Ela sai às 15h30 e as passagens começam a ser vendidas quase na hora, mas você pode chegar cedo para pegar fila e descolar um lugar nos bancos da frente ou próximo às janelas.

Na Vila do Abraão, o tempo era para apenas comprar uma água e tirar a foto do início da jornada.

A Praia de Palmas está a uma hora e a trilha inicial já garante os primeiros pingos de suor, principalmente por causa da nossa mochila de, em média, 10kg e uma boa ladeira nos primeiros 30 minutos de trilha.

Pegamos uma bifurcação à esquerda para conhecermos a praia Brava, praia charmosa, bem pequena e de tombo, possui suítes e chalés, por média de R$150;00 o casal, para quem quiser pernoitar e uma espécie de restaurante/bar para quem quiser passar o dia.

Voltamos então a trilha principal para seguir em direção a Palmas onde passamos a primeira noite. A praia  de Palmas possui alguns campings e, de passagem, escolhemos o último – Das Palmas – a R$ 15/pessoa, com banheiro, cozinha e sombra.

O Restaurante Morango das Palmas vale a pena. Todo decorado com desenhos de morango nas mesas, nos copos, nas paredes; com preço de PF a R$ 25 e atendimento bem legal.  Já vale deixar avisado que só comemos PF na viagem e sempre dividindo em 2 pessoas. Era o suficiente.

Bem cedo acordamos, já que a caminhada era longa até Parnaioca. Conseguimos no quiosque do camping ao lado uma garrafa de café a R$ 12 e, com nossos pães sírio e queijo polenghinho, saímos para a caminhada.

Chalés na Praia Brava, antes de Palmas
Chalés na Praia Brava, antes de Palmas
Praia de Palmas
Praia de Palmas
Camping das Palmas
Camping das Palmas
Camping das Palmas
Camping das Palmas
Camping das Palmas
Camping das Palmas
Restaurante Morango das Palmas, com a menina Nicole, moradora da praia
Restaurante Morango das Palmas, com a menina Nicole, moradora da praia
Fechando o pouco tempo que tivemos em Palmas
Fechando o pouco tempo que tivemos em Palmas

2° e 3° dias: PALMAS – SANTO ANTÔNIO – CAXADAÇO – DOIS RIOS – PARNAIOCA

Escolhemos nosso roteiro começando pelas praias de fora, do mar aberto, e isso resultou num esforço maior neste dia, já que não havia como dormir legalmente pelo caminho até Parnaioca.

De Palmas, passamos por Pouso e fomos até próximo a entrada de Lopes Mendes, onde pegamos a trilha à direita sentido Praia de Santo Antônio. Lopes Mendes a gente já conhecia e por isso seguimos. Caso contrário, vale a visita.

Com 35 minutos em trilha não oficial e com suporte de GPS (App Wikiloc), chega-se a essa praia paradisíaca. Nosso primeiro contato com as azuis, transparentes e quentes águas da Ilha Grande.

No local havia algumas pessoas bivacando (camping selvagem) e finalizando a Volta da Ilha no sentido contrário ao nosso. Repare na formação rochosa no mar que lembra uma tartaruga.

De lá, voltamos um pouco a trilha e pegamos sentido Caxadaço, também em trilha não oficial. O que era para ser feito em 1h fizemos em 3h40. Nos perdemos, mesmo com GPS, já que o APP as vezes demorava para atualizar. Na trilha, não há marcações e sugerimos atenção redobrada, seguindo à risca o GPS e indo sempre direção oposta ao mar. Enfim, a recompensa foi grande. Talvez a melhor praia da Ilha, ao lado de Santo Antônio, porém com um riacho de água doce.

Pela frente ainda teríamos as trilhas oficiais de Caxadaço-Dois Rios (1h30) e Dois Rios-Parnaioca (3h30). Como é bom sempre ficar atento às oportunidades, neste momento havia um barqueiro que iria para Dois Rios. Por temos perdido muito tempo na trilha anterior e com receio de chegar à Parnaioca a noite, fomos de barco (Caxadaço-Dois Rios), pelo valor de R$20,00 por pessoa.

Dica: é tentador fazer as trilhas do jeito que fizemos, mas nossa recomendação é a seguinte: Vá de Palmas até Santo Antônio por trilha, curte a praia. Depois, volte para Lopes Mendes e pegue um taxi boat para o Caxadaço. Não insista nas trilhas não-oficiais, pois perde muito tempo; uma possibilidade se quiser fazer essas trilhas é fazer camping selvagem na praia do Caxadaço. mas como não é permitido, fica a sugestão, novamente, chegar à Caxadaço de taxi boat e de lá você já pode pegar a T-15, trilha oficial e sinalizada,  que vai até Dois Rios e assim você faz tudo certinho e depois só seguir para Parnaioca.

Chegando em Dois Rios, almoçamos PF no bar da Dona Teresa (R$ 25), uma moradora dos tempos do presídio em atividade. Aliás, se você chegar até às 16h em Dois Rios, é possível pegar água gelada no presídio.

Saímos rápido para a maior trilha da Ilha Grande a T16 (7,75 km) e fizemos em 2h40, um tempo muito rápido para esse caminho. No trecho, encontramos o artista “Rui 1 2 3…!” na Toca das Cinzas. Ele passaria a noite de Natal sozinho para reflexão.

Na chegada a Pouso
Na chegada a Pouso
Pouso é uma praia entre Palmas e Lopes Mendes
Pouso é uma praia entre Palmas e Lopes Mendes
Você encontrará poucas casas em Pouso
Você encontrará poucas casas em Pouso
Um Hotel que dizem abrir em alta temporada
Um Hotel que dizem abrir em alta temporada
Esta é a praia de Pouso
Esta é a praia de Pouso
A primeira visão do paraíso: Santo Antônio
A primeira visão do paraíso: Santo Antônio
Com a formação rochosa em Santo Antônio que lembra uma tartaruga...
Com a formação rochosa em Santo Antônio que lembra uma tartaruga…
... e suas águas verdes transparentes
… e suas águas verdes transparentes
Muito prazer, Caxadaço
Muito prazer, Caxadaço
Caxadaço: Pequena praia com muitas belezas
Caxadaço: Pequena praia com muitas belezas
Angustiada com o calor, conseguimos arrancar um sorrido da Dona Teresa, em Dois Rios
Angustiada com o calor, conseguimos arrancar um sorrido da Dona Teresa, em Dois Rios

Bora para Parnaioca? Veja a situação do pessoal, até o momento na trilha já depois de Dois Rios ;)

Apresentando, Paloma....
Apresentando, Paloma….
Gabriele...
Gabriele…
Rodrigo...
Rodrigo…
e Mariano
e Mariano

PARNAIOCA – UM CAPÍTULO A PARTE

Por volta das 19h30, chegamos a praia que mais gostamos de ficar: Parnaioca. O caminho foi cansativo, já que na última meia hora foi só descida e, com as pernas cansadas, os joelhos foram castigados. Como todo esforço de trilheiro sempre há uma recompensa e, antes de procurar camping, um merecido mergulho no mar. Transparente, claro.

Em Parnaioca existem três campings: Silvio, Marta e Janete, este último foi o escolhido.

Com muitas sombras, cozinha super equipada com três fogareiros e até freezer, pagamos R$ 25/pessoa. O almoço ficou a R$ 25 e o café a R$ 15. Sobre os outros campings, achamos do Silvio muito afastado e o da Marta só encontramos depois de escolhido o da Janete, mas era muito organizado e bonito também.

Passamos a noite de Natal e conhecemos o casal Paola e Daniel. O Daniel é um australiano que mora no Rio há 5 anos e preparou uma lentilha deliciosa. Em troca, oferecemos Peperone e Tequila e, assim, comemoramos a noite. (aliás, se vocês estiverem lendo esse relato, perdemos o nosso caderninho de anotação com os fones de vocês L)

A praia de Parnaioca encanta pela beleza do mar e tem uma barra de água doce bem grande à direita no final da praia. Vá sentido igreja e cemitério e aproveite para tomar o banho no rio gelado.
Parnaioca também vale para curtir um por do sol no mar. Na verdade, o sol se põe atrás do morro de Aventureiros-Provetá, mas como é bem longe dá a impressão de terminar no mar. Dessa forma, valeu o dia que tiramos de descanso em Parnaioca, praia perfeita e que já deixou saudades.

Ao dormir em lugares assim, você pode trocar as 5 estrelas dos grandes hotéis pelas milhares ao céu aberto, sob a visita de vagalumes e acordar assustado com uma luz absurdamente forte na sua barraca da….LUA.

ilha grande - praia de parnaioca (2)
….e voltada para o mar aberto…
ilha grande - praia de parnaioca (6)
…porém se vê poucas ondas…
ilha grande - praia de parnaioca (15)
… e muitas sombras…
ilha grande - praia de parnaioca (25)
…para passar o dia inteiro assim!
ilha grande - praia de parnaioca (14)
Caminhos dentro de Parnaioca
ilha grande - praia de parnaioca (7)
Próximo ao centro da praia está a igreja
ilha grande - praia de parnaioca (9)
Igreja do Sagrado Coração de Jesus
ilha grande - praia de parnaioca (8)
O hábito de se enterrar junto à Igreja, mesmo em pequenas comunidades, era a regra.
ilha grande - praia de parnaioca (13)
Se não bastasse o mar perfeito…
ilha grande - praia de parnaioca (10)
…o Rio Parnaioca é convidativo para fotos…
ilha grande - praia de parnaioca (11)
… e uma tarde com mergulho sob sol forte

ilha grande - praia de parnaioca (12)

ilha grande - praia de parnaioca (24)
Camping da Janete: (21) 9674-7616
ilha grande - praia de parnaioca (22)
Ainda com vagas. Mas após Natal, só com reservas!
ilha grande - praia de parnaioca (17)
Para fechar, o por do sol no mar…
ilha grande - praia de parnaioca (20)
…na verdade, dependendo do ângulo da foto, engana. O por do sol é atrás do morro Aventureiros-Provetá

4° e 5° dias – PARNAIOCA – AVENTUREIRO

Bem cedinho saímos sentido Aventureiro, via trilha. Nem coloque o tênis, pois tem um rio que divide Parnaioca do morro que irá atravessar. Após 40 minutos de trilha chega-se à praia do Leste, após percorrê-la vai encontrar o ilhote, atravessamos passando por dentro do mangue que estava com a água baixa molhando somente até a canela, então colocamos novamente a botas e atravessamos a praia do Sul, a extensão não é longa, mas caminhar com a areia fofa e o sol estalando aumenta a dificuldade e o tempo, enfim, depois de 2h, chegamos ao paredão do Demo. Com o tempo ensolarado e o mar calmo, foi bem tranquilo passar.

Em Aventureiro, já tínhamos ficado no Camping do Luis, que parece ser o mais estruturado. Optamos por ele, novamente. Mas o preço talvez não compense: R$ 60/pessoa. Muito alto e ouvimos falar que havia camping por R$ 40. Como são 16 campings na praia, vale a pesquisa antes de decidir.

Os valores realmente dobram após o Natal. A praia fica cheia (até demais). Inclusive, depois de deixarmos Aventureiro, todos que encontrávamos pelo caminho pretendiam passar o Réveillon lá.

O local é perfeito encontro de jovens, descolados, surfistas, cariocas com sua rodinha de bola…O mar agitado é bom para pegar os jacarés ou surfar. A vista é perfeita, pois você está em uma enseada de mar aberto com vista para as praias do Leste e Sul e um nascer do sol no mar espetacular, laranja que com sua cor vibrante entra em sua barraca te dando bom dia.

Outro momento que ficou marcado na viagem é a chegada da Lua atrás do morro de Parnaioca. Único para uma noite de Lua Cheia pós Natal, fato que não acontecia desde 1977 e a próxima só deve acontecer em 2034.

Bom, não custa relembrar:

  • Nascer do Sol: Praia de Aventureiro
  • Por do Sol: Praia de Parnaioca
  • Nascer da Lua: Praia de Aventureiro

Para as refeições, procure o restaurante do Rodrigo, na altura do centro da praia, sentido o morro, ao lado de uma ponte. O valor do PF é de R$ 20 e a comida saborosa. Como comparação, o PF no Camping do Luis é R$ 30. Se quiser optar por um hot dog a noite, o Camping do ITA oferece a R$ 7.

Aventureiro com certeza merece dois dias de hospedagem e, como nossa programação era de uma Volta entre 10/12 dias, tínhamos tempo de sobra para aproveitar essa praia que possui o coqueiro caído e merece a clássica foto.

Nosso sexto dia seria para encarar a ‘temida’ subida do morro de Provetá.

A caminho para a praia do Leste
A caminho para a praia do Leste
Primeira vista da Praia do Leste
Primeira vista da Praia do Leste
Praia do Leste
Praia do Leste
Praia do Sul
Praia do Sul
Paredão do Demo e praia do Aventureiro ao fundo
Paredão do Demo e praia do Aventureiro ao fundo
Enfim, a Praia do Aventureiro
Enfim, a Praia do Aventureiro
Um lugar para curtir o dia sob as várias árvores Chapéu de Sol
Um lugar para curtir o dia sob as várias árvores Chapéu de Sol
O famoso coqueiro caído
O famoso coqueiro caído
Essa foi a lua, só ela, iluminando toda a praia
Essa foi a lua, só ela, iluminando toda a praia
Fechando a nossa visita a Aventureiro
Fechando a nossa visita a Aventureiro
Mas acordar com esse por do sol é para agradecer...
Mas acordar com esse sol é para agradecer…
...e guardar na lembrança todos os momentos bons pelas praias de fora da Ilha Grande
…e guardar na lembrança todos os momentos bons pelas praias de fora da Ilha Grande

6° e 7° dias – AVENTUREIRO – PROVETÁ – ARAÇATIBA

Realmente a subida é íngreme, mas no sentido que estamos fazendo – Aventureiro-Provetá, ela é curta. Em 40 minutos já havíamos terminado o zigue-zague e fizemos numa boa. Você finaliza no topo do morro onde há sinal de celular e Wi-Fi. Caso queira fazer uma ligação ou mandar mensagem, essa pode ser a hora (isso para quem faz o sentido oposto ao nosso, pois dali para frente o sinal de celular existe).

Provetá é uma vila com mais estrutura, mas escolhemos seguir em frente e encaramos – aí sim – a pesada T8 que liga à Araçatiba. Foram 2h30 bem cansativas. Economize na água.

Ao chegar em Araçatiba, você tem opção para pegar a trilha para Gruta do Acaiá e se hospedar nela ou, no meio do caminho, nas praias Vermelha e Itaguaçu.

Em Vermelha, procure pelo Salvador e, assim, você poderá acampar no quintal dele. Na Gruta do Acaiá, a opção é do Almir, que cuida do local. Em Itaguaçu, a única opção é o Sítio Itaguaçu, que precisa fazer reserva.

Apesar de um excelente atendimento na praia de Araçatiba, achamos que vale a pena ficar na Vermelha, pois é mais charmosa e pequena. Mas vamos lá.

Nossa opção em Araçatiba foi o Camping do Bené, a R$ 15/pessoa, contra R$ 40 do Camping Bem Natural. Converse com o Hugo (genro do Bené) e ele te dará a atenção melhor do mundo. O cara consegue tudo para você, juntamente com a mulher Vitória, que preparam um Café da Manhã completo a R$ 10/pessoa e um pastel de camarão exclusivo. Além de Camping, eles tem quartos. O ponto negativo é o som alto durante a noite. Tarde da noite. E acostume-se com a árvore das cigarras!

A caminho de Araçatiba conhecemos dois casais separadamente. Com experiência de vida, compartilharam boas histórias e sempre se colocaram a disposição para qualquer necessidade. Acho que momentos como esse valem toda a viagem. São conversas compartilhadas com total atenção, sem interrupção de celular, com cada um entendendo e querendo saber mais sobre o seu caminho e suas escolhas.

Com base em Araçatiba, sem mochila nas costas, encaramos tranquilamente a T7, que liga à Gruta do Acaiá. Quem entrou foi a Gabi e o Mariano. O Rodrigo e Paloma ficarão receosos, pois haviam falado que precisava passar arrastando, mas nem é tudo isso. A entrada da gruta é um pouco apertada e feita por uma escada de madeira que serve como apoio para os pés, facilitando o impulso na saída e orientando na descida, o chão e o teto tem várias pedrinhas e conchinhas, por isso sempre é bom ir de camiseta para evitar arranhões, após a descida da escada já verá abaixo uma luz verde neon bem forte refletir na água, é tão forte que parece de mentira, por isso a beleza do lugar, ao chegar na água também observará a transparência, mais a direita conseguirá ficar de pé, com a água próxima a cintura, o uso da lanterna facilitou bastante nossa orientação dentro da gruta, dessa forma, não precisamos nos arrastar em momento algum.

O Almir é o dono do sítio que tem a Gruta. Ele cuida muito bem do lugar e vale os R$ 15 da visita, mesmo para quem não entra na Gruta. Vale pelas histórias. Vale pelas bananas que ele vai pegar no pé e te dá o prazer de comer uma fruta após tantos dias sem. Vale por saber que você completou mais uma trilha da Volta na Ilha Grande. Se você quiser ir até a Gruta do Acaiá, pode optar também por ir de Taxi Boat.

Na volta, paramos para almoçar na Praia Vermelha. Tem alguns restaurantes mais badalados, com preços altos e escolhemos o Lanchonete da Praia (24 9 9857-9167 e 9 9954-8022). A Stela e a Liliane nos recepcionaram muito bem, se propuseram a fazer um PF com peixe grelhado a R$ 30 e nos presentearam com sorrisos de quem sabe atender bem qualquer tipo de pessoa.

Dizemos isso, pois muitos empresários ou pessoas que trabalham nos restaurantes/pousadas da Ilha Grande nos passaram a impressão de preconceito com os trilheiros. Mediam a gente e não davam a atenção. Muitas vezes fomos rejeitados de diversas formas.

Por isso, fazemos questão de marcar os nomes e locais de pessoas que sempre nos atenderam super bem!

...se é isso que você quer, no topo da travessia Aventureiro-Provetá, você terá
…se é isso que você quer, no topo da travessia Aventureiro-Provetá, você terá
... mas para isso precisará vencer 40 minutos de subida...
… mas para isso precisará vencer 40 minutos de subida…
E mais uma etapa vamos concluindo...
E mais uma etapa vamos concluindo…
Todos juntos a caminho da próxima praia...
Todos juntos a caminho da próxima praia…
Sempre acompanhado do cajado, essencial para trilhas
Sempre acompanhado do cajado, essencial para trilhas
e tendo como brinde essa vista de Provetá
e tendo como brinde essa vista de Provetá
As vermelhas areias da praia de...
As vermelhas areias da praia de…
... Araçatibinha.E não a Vermelha.
… Araçatibinha. E não a Vermelha.
...essa é a Praia Vermelha
…essa é a Praia Vermelha
A Lanchonete que você deve visitar e...
A Lanchonete que você deve visitar e…
...conhecer as irmãs que prepararão sua refeição
…conhecer as irmãs que prepararão sua refeição

ilha grande - praia vermelha (6)

ilha grande - praia vermelha (5)

ilha grande - praia vermelha (4)

Praia de Itaguaçu
Praia de Itaguaçu

 

Praia de Itaguaçu
Praia de Itaguaçu
Praia de Itaguaçu
Praia de Itaguaçu
Sitio Itaguaçu, único local de hospedagem desta pequena praia
Sitio Itaguaçu, único local de hospedagem desta pequena praia
Uma das poucas placas oficias preservadas na Ilha Grande
Uma das poucas placas oficias preservadas na Ilha Grande
A Gruta
A Gruta
A entrada da Gruta
A entrada da Gruta
O que te espera lá dentro
O que te espera lá dentro
Esse é o caminho entre Araçatiba e a Gruta do Acaia
Esse é o caminho entre Araçatiba e a Gruta do Acaia
Com grande bambual
Com grande bambual
Abacaxis, ainda vermelhos
Abacaxis, ainda vermelhos
Plantas espinhosas
Plantas espinhosas
E, quando se está sem a mochila de 10kg nas costas e após algumas cervejas no almoço da Praia Vermelha...
Quando se está sem a mochila de 10kg nas costas e após algumas cervejas no almoço da Praia Vermelha…
É só alegria
…é só alegria

Para fechar Araçatiba…

Mais conhecida como Grande Araçatiba
Mais conhecida como Grande Araçatiba
Café da Manhã com bolos, misto quente, jarra de café e de suco natural de manga
Café da Manhã com bolo, misto quente, café e suco natural de manga no Camping do Bené

8° e 9° dias: ARAÇATIBA – ENSEADA SITIO FORTE – BANANAL

Informação é tudo. E o livro Caminhos e Trilhas da Ilha Grande, do José Bernardo, é um item primordial para quem quer fazer a Volta na Ilha Grande. Foi através dele que, a cada dia, fazíamos uma revisão da próxima trilha e, muitas vezes, na dúvida das bifurcações, ele nos salvava.

A 35 minutos de Araçatiba temos a Lagoa Verde. Muitos falam que precisa ir de barco. Nós, chegamos por terra. E conseguimos aproveitar esse cantinho para ver muitos peixes e corais. Por isso, outro item necessário na sua bagagem é o snorkel.

De Araçatiba nossa meta era a próxima Enseada, de Sítio Forte, mas descobrimos pelo caminho que não existem locais de hospedagem oficiais. Então vamos contar um pouco o que vimos nesta parte.

Depois da Lagoa Verde, nossa próxima parada, após uns 35 minutos foi a Praia do Longa, uma vila de moradores bem acolhedora, possível de conseguir pernoitar no quintal de algum morador, se for o caso, no entanto, nossa escolha foi prosseguir, passando pela Cachoeira que fica no caminho mesmo. Momento de tomar um banho de água doce gelada e seguir a trilha para a praia de Ubatubinha. Linda, pequena e privada. Isso mesmo. Uma pessoa comprou todo terreno e tem uma praia particular, o que te resta apenas atravessá-la.

Depois de mais duas horas de trilha, passando por Tapera e Maguariqueçaba, você chega ao Sitio Forte. Lá, ficamos sabendo que tem 4 moradores, sendo que conhecemos três deles. O Fernando, não. Esse cara era a esperança que tínhamos para dormirmos no quintal. Mas o maior problema é que precisávamos comer algo. Conversando com a moradora Leda, surgiu uma irônica história. Ela nos contou que trabalhou por 35 anos na cozinha da escola ao lado da casa dela e que havia feito uma promessa quando se aposentasse: nunca mais cozinharia para os outros.

Por isso, nos mandamos para a próxima enseada, do Bananal.

No Caminho, passamos por Matariz, uma vila bonita que viveu seu tempo áureo com a indústria de sardinhas da empresa Kamome, que fechou por burocracia ambiental e outras concorrências. Foi lá que conhecemos o Aristides, um senhor de 77 anos, com vigor de jovem e que chegou oferecer hospedagem. Mas seguimos em frente.

Nossa parada foi no Bananal, que ainda guarda de certa forma a lembrança da tragédia de 2010. A presença de japoneses é bem grande lá, devido a colonização deles durante o auge da fábrica de sardinha onde hoje é a Pousada do Preto.

Nossa sorte ao chegar no Bananal, depois de caminhar 11km, era a vaga de um quarto compartilhado no hostel Mi Casa, Tu Casa, por R$ 50/pessoa com café da manhã. Pela primeira vez, depois de 8 dias, iríamos dormir em uma cama.

Conseguimos apenas um dia no hostel e, como o próximo era a virada de ano, fomos atrás do Camping da Cristina. Aproveitamos para jantar neste camping e conhecer o carisma dessa mulher que nos atendeu super bem em todos os momentos. O PF foi R$ 20.

Armamos acampamento e criamos uma relação bem gostosa com a Cristina e seu marido, Carlinho. Foi neste momento que conhecemos o Tommy e a Layla, que estavam fazendo o caminho inverso da Volta e passamos o Réveillon juntos.

Antes, tivemos a ceia preparada pela Cristina com peixes pescados na noite anterior pelo Carlinho. Ela fez muita coisa. Além do tradicional PF, acrescentou um macarrão à bolonhesa e ficou em R$ 80 para todos, ou seja: R$ 13/pessoa.

Anota aí então que, além do Camping do Bené em Araçatiba, o da Cristina (Bananal) é um dos poucos que você terá opção de hospedagem nas praias voltadas para o continente: Cristina – 24 9 9981-3250, 9 9869-1549, 9 8881-7112 e 9 8817-8544. O valor da hospedagem ficou por R$ 20/pessoa. E o Café da Manhã por R$ 12/pessoa.

No Bananal aproveite para comer o pastel próximo ao píer. Tem opções diferentes como de Chicória com Queijo a R$ 4.

A queima de fogos é algo de surpreender no Bananal. Cerca de 5 minutos de show. Porém, mais uma vez nos faz pensar o porquê de não terem inventado ou comercializado fogos sem o som/estouro. Ficamos imaginando tantos animais próximos a mata que se assustaram nesse momento.

Taxi boat e lanches saem de Araçatibas e outras praias para o passeio para Lagoa Verde, mas é possível chegar a pé
Taxi boat e lanches saem de Araçatiba e outras praias para o passeio para Lagoa Verde, mas é possível chegar a pé
No local não possui água doce. Então vale a pena encher uma garrafa para continuar a trilha sem muitos incômodos
No local não possui água doce. Então vale a pena encher uma garrafa para continuar a trilha sem muitos incômodos
E, claro, sempre acompanhado de Snorkel ou óculos de natação
E, claro, sempre acompanhado de Snorkel ou óculos de natação
Praia do Longa costuma receber barcos e ser um ponto de parada
A Praia do Longa costuma receber barcos e ser um ponto de parada
Para a gente serviu de passagem para a cachoeira...
Para a gente serviu de passagem para a cachoeira…
E aproveitar para refrescar e tirar o sal do corpo da Lagoa Verde
…onde aproveitamos para refrescar e tirar o sal do corpo da Lagoa Verde
Quer uma praia para você? Essa é Ubatubinha
Quer uma praia para você? Essa é Ubatubinha.
A praia "particular" de uma casa só
A praia “particular” de uma casa só
Tapera é caracterizada pelos grandes coqueirais
Já Tapera é caracterizada pelos grandes coqueirais
Uma pausa na "parada de ônibus"
Uma pausa na “parada de ônibus”
E vamos seguir viagem
E vamos seguir viagem
Inconfundível, o paredão dá as boas vindas para quem chega a Sítio Forte
Inconfundível, o paredão dá as boas vindas para quem chega a Sítio Forte
Sob a sombra do Chapéu de Coco, você pode passar a tarde nesta tranquila praia
Sob a sombra do Chapéu de Coco, você pode passar a tarde nesta tranquila praia de Sítio Forte
Aproveitando para repor energias para a caminhada até o Bananal
Aproveitando para repor energias para a caminhada até o Bananal
Ou dar um mergulho nas tranquilas e transparentes águas
Ou dar um mergulho nas tranquilas, quente e transparentes águas
E, como em vários locais, sempre há um campinho de futebol
E, como em vários locais, sempre há um campinho de futebol
Maguariqueçaba, mais uma praia com grande quantidade de iates e restaurantes que só dão preferência a eles
Maguariqueçaba é mais uma praia com grande quantidade de iates e restaurantes que só dão preferência a eles
Fábrica Kamome, símbolo do auge da economia de sardinha em Matariz
Fábrica Kamome, símbolo do auge da economia de sardinha em Matariz
A Vila de Matariz vale a visita e uma conversa com seu Aristides. Procure-o.
A Vila de Matariz vale a visita e uma conversa com seu Aristides. Procure-o.
Hostel Mi Casa, Tu Casa, bem no começo da praia
Hostel Mi Casa, Tu Casa, bem no começo da praia do Bananal
Para chegar a essa mini praia, vá até o restaurante junto às pedras e atravesse por ele
Para chegar a essa mini praia no Bananal, vá até o restaurante junto às pedras no canto direiro da praia e atravesse por ele
Essa prainha não é Bananal Pequeno, apenas uma extensão do Bananal
Essa prainha não é Bananal Pequeno, apenas uma extensão do Bananal
E curtimos a praia
E aproveite para curtir a praia
Mergulhamos de snorkel. Veja ao fundo o paredão da 'tragédia'
Mergulhar com snorkel. (veja ao fundo o paredão da ‘tragédia’)
Foi aí que passamos nossa última tarde do ano com Tommy e Layla
Encontramos essa sombra, sob uma pequena gruta. Foi aí que passamos nossa última tarde do ano com Tommy e Layla
E fizemos também exercícios
E fizemos também exercícios
...é, essa foto entrou.
…é, essa foto entrou.
Bananal
Bananal
Essa era a vista do Camping da Teresa
Essa era a vista do Camping da Cristina
O casal simpatia: Dona Teresa e Carlinho
O casal simpatia: Dona Cristina e Carlinho
Nosso Reveillon
Nosso Reveillon
Os fogos são bem na praia
Os fogos são bem no meio da praia

10° dia: BANANAL – ENSEADA SACO DO CÉU

Nossa penúltima parada era o Saco do Céu, já em 2016. Para chegar até lá, pegamos as T4 e T3 somando-se 6,7km, passando por lindas praias como Freguesia de Fora, Grumixama e Freguesia de Santana, quando pegamos um acesso por trilha pela Praia da Baleia e chegamos a Lagoa Azul.

A Lagoa Azul é outro ponto que só falam que dá para chegar de barco, mas faça esse caminho que você consegue mergulhar nas águas da lagoa cheia de barcos.

Aliás, vamos fazer outra observação importante. Não há lei para os donos de barcos, lanchas, taxi boat. Eles acessam qualquer lugar de qualquer forma. Enquanto mergulhava na Lagoa Azul, ficamos com uma tensão de que algum deles poderia bater na gente ou jogar uma âncora, por exemplo.

Isso pode ser visto nestas praias que não entramos muito em detalhes mas você irá passar, como Grumixama, Ubatubinha, Freguesia de Fora, enfim várias praias voltadas para o continente, com grande presença de iates e lanchas.

No caminho para o Saco do Céu passa-se por Japariz. É um ponto de parada de escunas e barcos com várias opções de restaurante. Se você chegar, como a gente, com as mochilas e suado, corre o risco de receber como resposta algo assim: “Reservou? Então vai ter que esperar aquela escuna que irá chegar com 100 pessoas e depois poderemos atender vocês.”. Optamos por um lanche em uma barraca e seguimos viagem.

Saco do Céu parece um lugar de luxo, devido ao Coqueiro Verde Restaurante & Suítes que, segundo os moradores, o Medina e o Neymar passaram a virada de ano por lá e haviam 70 iates na enseada.

Lá no Saco do Céu você irá conhecer a Ilma, a famosa Gata Russa, que possui uma pousada, camping e um anexo de suítes.

Foi lá neste último que ficamos em um quarto compartilhado para nós quatro a R$ 55/pessoa com, atenção: ar condicionado e banheira.

Ela preparou um café da manhã por R$ 10 e nos recheou com boas histórias de vários anos que resolveu se instalar por lá. Indicamos o local. Anota ai: 24 9 9841 41 91.

Sabendo que a Gata Russa faz parte do Conselho de Turismo de Angra dos Reis, aproveitamos para falar tudo o que já citamos aqui e também sobre as sinalizações nas trilhas oficiais, que estão precárias. Por ser um local com tanto potencial turístico, achamos que não há cuidado com as placas de identificação e muito menos com o suporte aos trilheiros, com indicações de campings, restaurantes, pontos de parada. Muita coisa pode melhorar.

No Saco do Céu procure pelo restaurante SorveLanches e conheça o garoto Hugo, que faz o atendimento para sua tia Ilda. Peça pelo PF a R$ 30 e também o delicioso e sequinho Kibe de Peixe a R$ 20 com 12 unidades.

Mais uma praia "particular" de uma casa só: Bananal Pequeno
Mais uma praia “particular” de uma casa só: Bananal Pequeno
Como várias praias do lado do continente, Freguesia de Fora segue a regra à risca...
Como várias praias do lado do continente, Freguesia de Fora segue a regra à risca…
...com suas águas transparentes.
…com suas águas transparentes.
De Freguesia de Fora, você pode pegar uma trilha no final da praia e chegar a Grumixama
De Freguesia de Fora, você pode pegar uma trilha no final da praia e chegar a Grumixama
Se você tiver bom condicionamento, ande pelas pedras um pouco e vá mergulhando até a Lagoa Azul. Apenas tome cuidado com os barcos e taxi boat
Se você tiver bom condicionamento, ande pelas pedras um pouco e vá mergulhando até a Lagoa Azul. Apenas tome cuidado com os barcos e taxi boat
Caso contrário, pegue a trilha de volta até a T4 e siga para Freguesia de Santana
Caso contrário, pegue a trilha de volta até a T4 e siga para Freguesia de Santana
Você chegará a igreja, geralmente fechada
Você chegará a igreja, geralmente fechada
E a pria de Freguesia de Santana
Siga para a praia, sentido lado esquerdo, e vá por uma trilha que chegará a praia da Baleia
Insista um pouco na trilha e chegará - a pé novamente, a Lagoa Azul. Assim, você não precisa pagar barco e curte do mesmo jeito
Insista um pouco na trilha e chegará – a pé novamente, a Lagoa Azul. Assim, você não precisa pagar barco e curte do mesmo jeito
Enseada do Saco do Céu e seus iates e lanchas
Enseada do Saco do Céu e seus iates e lanchas
Chegamos ao SorveLanches para provar o Kibe de Peixe
Chegamos ao SorveLanches para provar o Kibe de Peixe
Hugo, o cara que conhece muito no Saco do Céu
Hugo, o cara que conhece muito no Saco do Céu

Obs.: faltaram fotos com a Gata Russa e suas suítes :(

11° e 12° dias – SACO DO CÉU – FEITICEIRA – ABRAÃO

Enfim, chegada a hora de completar a Volta na Ilha Grande e chegar em Abraão para fechar com chave de ouro e subir o Pico do Papagaio. Mas o que não pegamos a viagem toda, resolveu aparecer: a chuva.

Ela nos acompanhou por todo restante. De Saco do Céu, em 30 minutos chega-se a Praia de Fora e do Pereque, passando entre as folhagens de mangues e o mar na praia de Caramiranga.

Depois você volta para a trilha e pode descer para Iguaçu. Em 10 minutos você chega a essa praia que, assim como Ubatubinha, tem uma casa e só. Inclusive, foi criado um píer da casa para o mar com a placa “Propriedade Particular”, obstruindo sua passagem pela areia. Agora a gente pergunta: E se alguém quiser passar e se machucar no píer, quem irá arcar com os custos médicos? Como fica o direito de acessibilidade nas praias? Esse píer não pode existir.

Outro ponto é que existia uma trilha que seguiria até a praia da Feiticeira e ela foi fechada com cerca e galhos de árvores, o que te faz voltar pela mesma trilha que desceu.

Em 40 minutos você está na Praia da Feiticeira, pequena, mas bastante movimentada pela proximidade da Vila de Abraão. Percebemos que muitas pessoas chegam a pé e pegam o taxi boat para voltar.

Tomamos um banho de mar e, descalço, pegamos o caminho de 30 minutos para a Cachoeira da Feiticeira. Tá aí um excelente ponto para encerrar os mais de 10 dias de Volta na Ilha, em uma cachoeira de 12 metros que você pode entrar em baixo e curtir também um poção gelado.

Energias mais do que renovadas, em uma hora, estaríamos de volta a Vila de Abrão. A chuva não deu trégua e tivemos que deixar o Pico do Papagaio para um outro momento. Ficamos um dia na Pousada do D’Pilel, com um café da manhã super completo, a R$ 96/pessoa em um quarto compartilhado para quatro.

O que sempre podemos recomendar é procurar o Hot Dog, no padrão RJ, com uva passa, ovo de codorna, beterraba…com a opção de salsicha a R$ 7 ou linguiça a R$ 10.

Completamos a Volta na Ilha Grande sempre respeitando o espaço de cada um, estando atento aos caminhos, nos surpreendendo pelas paisagens, tendo momentos reflexivos e vivências compartilhadas. Aproveitamos para agradecer a todos que cruzamos e nos ajudaram com informações e, claro, recomendar para que você também o faça, pois com certeza, faríamos novamente, uma experiência para além dos limites corporais: desafios, conhecimentos, vistas, paisagens, sensações, momentos que só podem ser captados a cada gota de suor vivenciada e, agora, inesquecível em nossas lembranças. Enfim, não precisamos de muito, uma mochila com que consegue carregar, disposição e amigos que aceitam essa empreitada, o restante, no caminho colhemos.

Mangue a caminho da Praia de Fora e do Perequê
Mangue a caminho da Praia de Fora e do Perequê
Trecho entre mar e mangue que, se tiver com a maré alta, rende boas aventuras.
A Praia da Feiticeira possui muitas opções de taxi boat para a Villa de Abraão
12 metros e a cachoeira da Feiticeira
12 metros e a cachoeira da Feiticeira
O Aqueduto foi construído no século XIX e servia para abastecer água do Lazareto, antigo local de quarentena dos imigrantes europeus.
O Aqueduto foi construído no século XIX e servia para abastecer água do Lazareto, antigo local de quarentena dos imigrantes europeus.
10 dias e 70k depois, obrigado Ilha Grande!
70k depois, obrigado Ilha Grande!

Bonus Track

Você pode ter cansado de ler (ou não!), mas vale a pena mais alguns minutinhos. Vamos lá

VOCÊ VAI ENCONTRAR

Você está em meio a mata, então animais e insetos estarão caminhando ao seu lado. Acostume e aprenda a conviver. Sempre próximo ao início e ao final da trilha, você vai ouvir muitos sons de bugios. Não o vimos, ao contrário de pequenos macacos e esquilos que você encontrará facilmente pelas trilhas, assim como grandes e variadas aranhas. As cigarras também estão presentes, mas com uma incidência muito grande ali perto do Camping do Bené. Muito diferente de Ilha Bela (SP), não há forte presença dos borrachudos, mas há pernilongos e repelente é item básico da sua mochila. E, claro, cobras: nós encontramos uma Coral (verdadeira ou não, deixaremos para sua conclusão). Foi logo após sair de Bananal, na T4.

Não somos conhecedores da flora, mas pelo caminho aproveite para observar cada detalhe como a figueira entre Passaterra e Jaconema com suas gigantes raízes expostas, os abacaxis na trilha de Araçatiba-Gruta do Acaiá, bambuzais e os constantes pés de jaca por todo caminho que você visitar.

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ilha grande - voce vai encontrar (2)

ilha grande - voce vai encontrar (3)

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ilha grande - voce vai encontrar (7)

AS TRILHAS OFICIAIS

O site ilhagrande.org.br é uma excelente fonte de pesquisa. Neste link você encontrará todas as “T”, que ligam os caminhos oficiais que você precisa estudar antes de iniciar a viagem!

Uma dica importante é que, assim que começa a praia de Provetá para Araçatiba em diante você pode seguir a trilha pelos postes de energia eletétrica que te acompanharão até a Vila de Abraão.

EQUIPAMENTOS

Qualquer grama a mais na mochila fará a diferença. Fomos em média com 10kg e acreditamos que é o limite, até porque há vários locais no caminho para você abastecer e evitar esforços desnecessários. Com as devidas divisões de peso entre os casais, levamos algo mais ou menos assim:

  • 3 camisetas
  • 3 bermudas
  • 2 sungas/biquinis
  • 3 cuecas/calcinhas
  • 3 pares de meia
  • 1 calça
  • 1 blusa ou camiseta manga longa
  • 1 repelente grande (compramos outro pequeno na viagem)
  • 1 protetor solar grande (compramos outro pequeno na viagem)
  • 1 lanterna por pessoa (talvez 1 por casal basta)
  • O livro do José Bernardo com mapa
  • 1 GPS
  • 1 par de tênis impermeável
  • 1 par de chinelos
  • 1 boné/chapéu
  • 1 barraca para 2/3 pessoas (por casal)
  • 1 colchão autoinflável por pessoa
  • 1 manta térmica
  • 1 travesseiro inflável
  • 1 canga
  • 1 bastão de caminhada por pessoa
  • 1 squeeze
  • Remédios (principalmente para dor como Salompas e picadas como Nebacetin e Band-Aid para bolhas)
  • Canivete e/ou facão
  • Snorkel e/ou óculos natação
  • 3 Barrinhas de proteína por pessoa
  • 200g de frutas secas e amêndoas por pessoa
  • Pães sírio com polenguinho
  • Pó de café
  • 1 isqueiro/fósforo
  • Itens de higiene pessoal
  • Máquina fotográfica (se tiver capa para mergulho aquático, melhor ainda)

Obs.: não há necessidade de pilhas e carregador, exceto para máquina fotográfica.

 

Mochilas de 40 litros são ideais para uma viagem assim
Mochilas de 40 litros são ideais para uma viagem assim
Tudo isso foi dividido em 2 mochilas + as comidas
Tudo isso foi dividido em 2 mochilas + as comidas
Obrigado José Bernardo!
Itens primordiais na viagem!

 

E, muito obrigado!

capa 2

 

Ficha técnica dos sons

1° dia: Viajante – Sá, Rodrix e Guanabyra

2° e 3° dias: Primavera nos Dentes – Secos & Molhados

PARNAIOCA  Dê um role – Novos Baianos

4° e 5° dias: A minha menina – Os Mutantes

6° e 7° dias: Rock da Barata – Jorge Mautner

8° e 9° dias: Eu não sei se mudaria – Made in Brazil

10° dia: Tempo nublado – Rita Lee

11° e 12 °dias: Gente Aberta – Erasmo Carlos

 Bonus Track

Fábio – Um certo capitão blue

Gal Costa – Hotel de Estrelas

Walter Franco – Coração Tranquilo

Jards Macalé – Mal secreto

Ilha Grande com Aventureiros e Muitas Trilhas – dez 14

Ilha Grande merece mais do que uma visita. Se você tiver pouco tempo, dificilmente conhecerá cada particularidade, trilha, história e praias desse paraíso no litoral fluminense.

Como Chegar

Saindo de SP, optamos pela Rod. Dutra até a cidade de Barra Mansa e pegamos essa estradinha que liga até Angra dos Reis, que está em bom estado e é bem gostosa de dirigir.

De carro, você precisará escolher algum estacionamento, com a média de R$ 40 diária. Neste link você encontra uma relação para fazer a reserva antecipadamente.

Aproveite para fazer uma consulta de horários de barcos, pois o acesso para Aventureiros é restrito. Geralmente tem os barcos dos donos dos campings ou um ou outro que saem esporadicamente. Já para a Vila de Abraão, tem várias opções. Veja aqui!

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A Praia de Aventureiros

Torça para o mar calma na travessia Angra-Aventureiros, pois 40 minutos, das 3h horas da viagem, são feitas em mar aberto. Não tivemos esse problema.

São várias opções de camping e ficamos no mais comentado aqui na internet, o do Luis. Vale a pena por toda a estrutura, com lonas já colocadas para proteger a barraca, cozinha comunitária, banheiros sempre limpos, chuveiro aquecido e restaurante.

A dica é levar comida para preparar lá, caso não queira pagar diariamente a refeição a R$ 25, água de 1,5l a R$ 7, e café da manhã a partir de R$ 7. Algo assim!

Optamos por chegar pouco antes do Natal e sair logo no dia 25, pois o valor mudava de R$ 25 para R$ 50 por pessoa.

Eles têm redes, bastante espaço de sombra para as barracas, slackline, rede de vôlei, alugam stand-up, prancha de surf e fazem passeios. A luz a noite desliga às 24h.

O cartão postal do local é o coqueiro tombado e em posição de “L”. A praia é bem pequena, algo em torno de 500m, mas você pode visitar as vizinhas do Leste e Sul, onde se concentram os surfistas.

Fique atento aos barcos que chegam, quando decidir ir embora, pois eles partem rapidamente de volta e pode ser que não tenha outro no dia.

De restante, aproveite para descansar. É um bom local para caminhadas, fugir da tecnologia e ler livro!

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A Amizade

Dias antes de partir para a viagem, deixamos pré-combinado com os amigos Gabi e Mariano que eles fossem até Aventureiros nos encontrar, já que eles iriam para a Vila de Abraão.

Nós já tínhamos desistidos da chegada deles. Isso porque é muito fora da mão sair de Abraão e ir até onde estávamos. Você precisar ir para Angra. De Angra ter a sorte de encontrar um barco para Aventureiros. Ou então, teria de pagar um passeio particular ou compartilhado saindo de Abraão, mas, além de caro, é um pouco difícil encontrar.

Mas eles chegaram. Procurando pela gente no meio das barracas, às 19h, na véspera do Natal. Quando a sintonia está bem alinhada, tudo dá certo. E foi o que aconteceu. Curtimos a noite juntos como uma família e mudamos nosso roteiro, seguindo com eles para a Vila de Abraão, dividindo o quarto.

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A Vila do Abraão

Aqui é onde tudo acontece, com uma ampla rede hoteleira, gastronômica e turística. Pode vir com família que tem todo tipo de serviço, para todo tipo de perfil.

Nós fugimos um pouco dos restaurantes caros e focamos nas trilhas que gostaríamos de fazer. Escolhíamos restaurantes mais afastados da ‘orla’, para ter uma refeição necessária do dia.

Se você quiser fazer passeios de barco, a cada 30 metros é possível encontrar uma agência de viagens. Fizemos tudo a pé, para Palmas, Pouso, Lopes Mendes e Dois Rios.

Procure por um mapa da ilha para fazer as trilhas. Essencial. Vamos a elas!

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Palmas-Pouso-Lopes Mendes

São 14 km de trilha, ida-volta e no caminho você será presenteado por pontos para fotografar a Vila de Abraão por cima. A primeira parada é em Palmas e apenas passamos para chegar em pouso, uma praia onde alguns barcos descem para que os turistas façam a trilha até Lopes Mendes, considerada uma das mais bonitas do Brasil.

Lopes Mendes é, sim, bonita. Mas é daquelas praias muito grandes. Para mim, a do Aventureiros ganha de longe em beleza.

A praia é uma reserva, por isso é proibido acampar e não possui infraestrutura, mas você encontra alguns ‘locais’ vendendo bebidas. Tomamos uma água (R$ 10, de 1,5l) e voltamos para Pouso, para uma refeição.

A prainha de Pouso tem água cristalina e aproveitamos para curtir o final da tarde, descansar um pouco e voltar para Abraão.

É uma trilha um pouco puxada, mas que é possível fazer tranquilamente. Tire o dia para fazer esse passeio.


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Dois Rios

Anota aí: são 20km para Dois Rios, mas vale a pena. A trilha é aberta, por isso faça uma programação para não pegar o sol do meio dia durante o trajeto.

Dois Rios é conhecida pelo Presídeo Cândido Mendes, onde abrigou por muitos anos presos políticos e onde surgiu o Comando Vermelho. Para saber um pouco mais, assista o filme 400 contra 1. Veja o trailer aqui.

A vila de Dois Rios era muito bem cuidada pelos próprios presos que tinham “liberdade” para trânsito livre na localidade. Um deles recebeu sua liberdade definitiva recentemente. Por sorte do destino, encontramos com ele em um ponto de ônibus, onde a Pá e a Gabi descansavam.

Julio de Almeida tem 83 anos e história para dias e dias. E foi assim, naquela tarde, que ouvimos contos do próprio protagonistas, de como ele tentou fugir duas vezes da ilha, do famoso resgate de helicóptero do traficante Escadinha, e de como era o cotidiano dos presos e dos militares. Saiba mais sobre a história dele, neste link.

A vila leva esse nome pois tem um rio em cada lado da praia. Escolhemos o rio do lado próximo ao presídio e curtimos uma água doce para relaxar e repor as energias para a volta na trilha.

Já o presídio é uma pena que esteja em ruínas. Deveria ter um trabalho de restauração, já que o local conta com um Museu e poderia ser complementada e preservada a sua história.



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